UPP Social inaugura nova proposta de trabalho

16 maio 2012 | Notícias | Território: Vidigal, Turano, Tabajaras / Cabritos, São João, São Carlos, Santa Marta, Salgueiro, Providência, Pavão-Pavãozinho / Cantagalo, Nova Brasília, Mangueira, Macacos, Formiga, Fazendinha, Fallet / Fogueteiro / Coroa, Escondidinho / Prazeres , Complexo do Alemão, Complexo da Penha, Cidade de Deus, Chapéu Mangueira / Babilônia, Borel, Batan, Andaraí

Equipe de novos agentes de campo da UPP Social reunida no IPP

Na terça-feira (15), o programa UPP Social contratou 57 moradores de diferentes territórios já pacificados para atuarem em suas regiões como agentes comunitários. Eles farão a ponte entre a comunidade e o programa, auxiliando as equipes de gestores que já atuam nas regiões. O trabalho consistirá em levantar informações e demandas da população, mapear ruas e locais que precisam de melhorias, além de mobilizar a comunidade para atividades ligadas a UPP Social nos territórios. “Nossa intenção com essas novas contratações é qualificar cada vez mais nosso trabalho em campo. Os novos agentes são das regiões pacificadas e conhecem bem suas comunidades”, explicou o diretor de Projetos Especiais do Instituto Pereira Passos (IPP) e Coordenador da UPP Social, Tiago Borba.

Antes da contratação, ele detalhou o trabalho da UPP Social aos novos funcionários. Para ilustrar a articulação do programa com a prefeitura, Tiago destacou a construção do Espaço de Desenvolvimento Infantil (EDI) Zélia Gatai Amado, no Fogueteiro. Devido à violência, o espaço só foi inaugurado em abril deste ano – apesar de ter sido erguido em 1992. Tiago destacou também a derrubada do muro, no ano passado, que fora erguido para impedir que a troca de tiros entre facções criminosas rivais atingissem os alunos da creche.

Ressaltando o papel do IPP como autarquia da prefeitura que coordena o programa UPP Social e que reúne informações sobre a cidade, Tiago falou também da importância do trabalho dos novos agentes. “Com a participação de vocês conheceremos cada vez mais os territórios onde atua a UPP Social, possibilitando que políticas públicas sejam implementadas pela prefeitura com qualidade”.

Durante a apresentação do programa aos agentes de campo, algumas pessoas levantaram questões que refletiam as necessidades de comunidades que ainda lutam por melhorias, pós-pacificação. Camila Albuquerque, do Batan, disse perceber que os serviços disponibilizados na região onde vive estão em desvantagem se comparados a outras localidades: “Quero trabalhar para mudar essa realidade”.

Camila Albuquerque, do Batan

Na ocasião, Tiago respondeu que o papel dos agentes de campo, na UPP Social, é o de qualificar as informações para as secretarias municipais: “Não temos a função de executar as políticas públicas. Vamos, sim, levantar com eficiência os dados das comunidades, auxiliando na melhoria dos serviços da prefeitura”.

O trabalho dos novos agentes comunitários começa na próxima segunda-feira (21), no apoio a aplicação do questionário que vai gerar o Mapa Rápido Participativo (MRP) das comunidades. Esse mapa vai indicar quais são os locais menos favorecidos dentro dos territórios pacificados. Para o novo agente Pedro Portella, da Rocinha, o trabalho de interface entre a comunidade e o governo municipal vai ajudar a melhorar a realidade do lugar onde ele mora: “Vou ajudar a construir uma nova história, consolidando esse elo entre nós e a prefeitura”.

Pedro Portella, da Rocinha

A nova agente de campo da UPP o Pavão-Pavãozinho/Cantagalo Fabíola Meocádio conhece bem o seu território e também está disposta a colaborar. “Meu objetivo é trazer melhorias ao lugar onde vivo. Vou tentar ampliar parcerias com associações de moradores”, disse.

No final da reunião os novos agentes receberam mapas aéreos, com delimitações territoriais de cada uma das 22 UPPs. Com a atual contratação, a UPP Social conta hoje com cerca de 120 profissionais.