‘Cegonha’ traz tranquilidade para futuras mamães cariocas

29 junho 2012 | Notícias | Território: Vidigal, Turano, Tabajaras / Cabritos, São João, São Carlos, Santa Marta, Salgueiro, Providência, Pavão-Pavãozinho / Cantagalo, Nova Brasília, Mangueira, Macacos, Formiga, Fazendinha, Fallet / Fogueteiro / Coroa, Escondidinho / Prazeres , Complexo do Alemão, Complexo da Penha, Cidade de Deus, Chapéu Mangueira / Babilônia, Borel, Batan, Andaraí

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Lanna Laureen está prestes a completar dois meses de vida. Dayanne Santos, sua mãe, conta, orgulhosa, que a filha nasceu saudável, com 47 cm e 2,8kg. Dayanne, que mora no Morro da Babilônia, fez sua parte: foi a todas as consultas do pré-natal oferecido pelo programa Cegonha Carioca, lançado pela prefeitura em 2011 com o objetivo de reduzir a mortalidade materno-infantil.

O programa faz a ligação entre o atendimento pré-natal, disponível em todas as unidades da rede básica municipal, e uma maternidade-referência perto da casa da futura mamãe. Antes da data prevista para o parto, as gestantes recebem o Passaporte Cegonha, com o nome do hospital onde o parto será realizado, e podem agendar uma visita para conhecê-lo e tirar dúvidas.

“É muito bom a gente já saber onde realmente vai ter o nosso filhinho. Se por acaso eu passasse mal, eu poderia ir praquela maternidade e saber que seria bem atendida. Não precisaria ficar pulando de hospital em hospital”, diz Dayanne.

Depois das cinco consultas de pré-natal, ela ganhou o kit Cegonha Carioca, um enxoval com roupinhas, meias e um cobertor. Na sua visita à Maternidade Escola da UFRJ, ela foi recebida por uma assistente social que mostrou as acomodações e explicou como seria o atendimento e a visitação no dia em que Lanna nasceria.

Kit-Cegonha é fornecido às mamães cariocas

No dia do parto, sua irmã, Rayanne ficou do seu lado.  “E podia ter dormido comigo. Tudo foi diferente de quando tive meu primeiro filho. O Cegonha veio ajudar a gestante. A gente, que mora em comunidade e não tem condição de ficar pagando um plano, tem assistente social, pediatra pro neném, psicólogo — tudo isso eles fornecem; tem atendimento em nível particular“, conta.

Apenas durante o primeiro ano do programa, outras 25 mil gestantes receberam os mesmos cuidados dados a Dayanne. A dra. Maria Auxiliadora, coordenadora do programa, explica que os profissionais que trabalhavam na porta de entrada das emergências obstétricas tinham uma maneira pouco acolhedora de receber as mães. “O Cegonha tem um foco na humanização do atendimento. Essa é a maior diferença”, pontua.

A última etapa do programa, o serviço de transporte por ambulância que busca as gestantes em casa e leva para as maternidades-referência, ainda está sendo implementado. A primeira comunidade pacificada a ter direito a esse serviço foi a Rocinha.

Segundo a médica, a busca das grávidas em comunidades é um serviço pioneiro no mundo inteiro; foi necessário montar uma logística especial para que a ideia saísse do papel. As ambulâncias atendem também as comunidades pacificadas da Zona Sul e o Complexo do Alemão.  Em outros locais, ele ainda não é muito procurado, mas a Rocinha é a uma exceção: de novembro de 2011 à maio de 2012 92 gestantes foram transportadas para a maternidade.

Dayanne não quis usar o serviço, porque seu marido tem carro. Mas ela não esperava que Lanna nascesse antes da data prevista, e acabou precisando de uma carona até a maternidade.

Ela gostou tanto de como foi atendida, que hoje recomenda: “Sempre falo para as grávidas: ‘Na clínica da família tem o programa Cegonha Carioca! Lá você faz o pré-natal todo certinho!’”. A previsão é de que a partir do mês de novembro 10 ambulâncias prestem esse serviço na cidade do Rio de Janeiro.

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