Chapéu Mangueira e Babilônia debatem sustentabilidade

18 junho 2012 | Notícias | Território: Chapéu Mangueira / Babilônia

O fórum de debates Bate-papo Favela reuniu durante as atividades da Rio+20 cerca de 85 pessoas na quadra da Faetec, no Chapéu Mangueira/Babilônia, para discutir temas relacionados à participação da juventude no desenvolvimento sustentável do planeta. O objetivo do Fórum foi analisar os 917 questionários respondidos via web por jovens brasileiros e estrangeiros que opinaram sobre como podem contribuir para a construção de um mundo que alie progresso e meio ambiente. Desse Fórum de debates resultou uma carta-proposta a ser encaminhada aos chefes de Estado que estarão reunidos na Cúpula Rio + 20, na próxima  quinta-feira (21).

Pela primeira vez em uma comunidade de sua cidade, o estudante Antônio Guimarães, de 19 anos, sentia-se orgulhoso por participar de um importante evento para o futuro da humanidade: “Nunca havia entrado numa comunidade. É ótimo passar por esta experiência aqui, principalmente porque sei que estou dando a minha colaboração em decisões que podem mudar o mundo”.

Para o estudante Patrick Chaves, de 17 anos, o meio-ambiente precisa de ações que incidam sobre a realidade prática de todos os cidadãos. “Reciclar o lixo ou construir casas com telhas que absorvam a energia solar são atitudes que podem, aos poucos, melhorar a qualidade de vida dos habitantes do planeta”.

A professora indiana Swati Masu que participou do debate disse que está aprendendo muito com os jovens brasileiros. “Estou feliz com a iniciativa desse debate que está mobilizado uma juventude que quer ter sua voz escutada”, destacou.

Dentre as respostas apresentadas na pesquisa, 50% dos jovens disseram já ter ouvido falar na Rio + 20; 14% não sabiam do que se tratava, mas que gostariam de participar; 20% conheciam e 39% achavam que as resoluções do encontro não afetariam no dia a dia da humanidade. Quanto ao trânsito, 74% o considera caótico em suas cidades e 31% acredita que mais investimentos em modalidades alternativas de transporte, como o metrô e a bicicleta, poderiam melhorar o fluxo, que está pior a cada dia.

Subdividido em três tópicos – Ir e Vir, Consumo e Nossa Relação com o Planeta – o Bate-papo Favela foi parte da programação “Babilônia e Chapéu Mangueira na Conferência Rio + 20”.

Mais para ver, ouvir e experimentar.

As pessoas que passaram pela comunidade além de participarem dos debates puderam desfrutar diversos sabores na Praça Gastronômica montada em frente ao Bar do David. Uma das nove barracas era a dos ‘Quitutes da Madame Frufru’, da poeta, cozinheira e atriz Samantha Carrasco que ofereceu novidades como brigadeiros de maracujá, gengibre, capuchino e canela. “Para mim, é motivo de muito orgulho mostrar a turistas e cariocas a cara e o jeito da nossa comunidade, num evento tão especial como a Rio + 20”, destacou sorridente.

Noêmia Machado não participou dos debates sobre sustentabilidade, mas, vem adotando na prática a política da sustentabilidade ao reutilizar material reciclado para seus colares de flores à venda na Feira de Artes e Artesanato. “Os turistas estão adorando. Curiosos, eles param, observam e acabam comprando”, contou.

Além do Bate-papo Favela, o evento “Babilônia e Chapeú Mangueira na Conferência Rio + 20” teve Oficina de Capoeira; Espaço Infância por um Mundo Sustentável; Favela Multimídia; Projeto de Combate à Dengue; Oficina Favela Orgânica; Palco Livre; Cine Clube e mais outras 16 atividades. O evento foi realizado pelo Governo do Estado e pela Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável Rio + 20, e contou com o apoio da UPP Social, do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável, o Rio Cidade Sustentável e a UPP Babilônia e Chapéu Mangueira.

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