Reforma do Galpão das Artes é inaugurada no Chapéu Mangueira

27 julho 2012 | Notícias | Território: Chapéu Mangueira / Babilônia

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Resultado da pareceria entre iniciativa privada, poder público e comunidade, a reforma do Galpão das Artes do Chapéu Mangueira foi celebrada ontem à noite, com a apresentação do grupo de metais da Orquestra Sinfônica Brasileira.

Os alunos precisavam de um espaço para aprender, a comunidade tinha um espaço que precisava ser reformado: foi assim que a reforma do Galpão das Artes acabou acontecendo. O lugar, que existe há quase 30 anos, foi reformado pelo moradores do Chapéu Mangueira e da Babilônia, que participaram do dos cursos de capacitação da Frente de Melhoria Habitacional Sustentável, promovido pelo projeto Rio Cidade Sustentável, do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS).

Com o apoio das empresas que integram o Conselho, foram realizados serviços de hidráulica, elétrica, revestimento e pintura, reconstrução do banheiro e instalação de novas janelas.  A reforma era um sonho antigo. “Para nós, é um orgulho estar aqui entregando uma demanda antiga da comunidade”, disse a vice-diretora do CEBDS, Mariana Meireles, durante a cerimônia.

Emocionada, Maria Augusta do Nascimento Silva, a Dona Augustinha, fundadora do espaço e moradora da comunidade, sugeriu a continuidade da ação. “Gostaria que essa reforma acontecesse em outras comunidades também”, disse. Dona Augustinha, como é conhecida, aproveitou a ocasião para homenagear a artista plástica Celeida Tostes, que, junto com ela, deu origem ao espaço, uma importante referência da comunidade.

Grupo de metais da OSB encanta moradores

Para comemorar o fim da reforma, o grupo de metais da Orquestra Sinfônica Brasileira se apresentou para cerca de 150 moradores reunidos no largo em frente ao galpão. Sentado em uma das escadas que dão acesso ao largo, o pintor e ritmista Luiz Carlos Pereira, 64, acompanhava as músicas batucando nas próprias pernas, entusiasmado com a apresentação. “Gosto de todo tipo de música. Seria bom se tivesse sempre isso na comunidade”, disse ele, enquanto tentava adivinhar qual seria a próxima música.

Encantada, Paloma, a neta de seis anos da dona de casa Rosalina dos Santos, 46, brincava de reger as músicas executadas. “Eu já tinha visto uma apresentação da orquestra no Municipal, mas fora do teatro, nunca tinha visto. Ainda mais na comunidade! Aqui é sempre funk, funk, funk. Quando tem algo diferente, é bom. Eu vim e trouxe minhas netas para verem. Elas também adoraram”, contou a avó.

O público aplaudiu muito, pediu bis e foi embora com vontade de receber a OSB de novo.